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A nova secretária Elisabete França (Foto: Casas Bacanas)

A cidade de São Paulo já tem uma nova secretária de Transporte, a quarta da gestão João Doria/Bruno Covas (PSDB). Depois de Sérgio Avelleda, João Octaviano e Edson Caram, a nova secretária se chama Elisabete França. E para nós, de antemão, foi uma ótima escolha. A gestão Covas, finalmente acertou.

Até então, Elisabete era Diretora de Planejamento e Projetos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e estava, entre outras coisas, conduzindo o novo plano cicloviário da cidade, que prevê mais de 170 km de novas rotas.

Segundo informações coletadas de seu Linkedin, Elisabete é Arquiteta (FAU-UFPR), mestre em Estruturas Ambientais Urbanas pela Universidade de São Paulo (USP) e doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Entre 2015 e julho de 2018 foi Diretora de Planejamento e Projetos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo. Professora no curso de Arquitetura e Urbanismo da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), e no curso de especialização em Planejamento e Gestão de Cidades, do núcleo de estudos USP Cidades.

Entre 2010 e 2012 foi Secretaria de Habitação e entre 2005 e 2012 foi Superintendente de Habitação da Secretaria de Habitação da Cidade de São Paulo, onde coordenou a elaboração do Plano Municipal de Habitação e vários programas habitacionais, com destaque para Urbanização de Favelas, Recuperação Urbana e Ambiental nos Mananciais e Recuperação de Cortiços na região central da cidade.

Entre 2004 e 2007, foi coordenadora de projetos vinculados a financiamentos do Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e UN-Habitat em vários países, com destaque para o México, El Salvador, Honduras e Timor Leste. Entre 1993 e 2000, coordenou o Programa de Recuperação Urbana e Ambiental da bacia do Guarapiranga, primeiro programa de urbanização de favelas implantado em larga escala, na cidade de São Paulo.

Organizadora de diversas publicações, dentre elas a Série Novos Bairros de São Paulo, que recebeu o Primer Premio da Bienal de Arquitectura de Quito (2012), na Categoria Teoría, Historia y Crítica de la Arquitectura, del Urbanismo y del Paisaje.

Como vocês podem ver, Elisabete possui um curriculum extenso e invejável e isso só reforça a boa escolha por parte da gestão municipal. Vejam que ela possui experiência em muitas áreas abordadas por esse blog além do transporte, como habitação, saneamento e sustentabilidade. Além disso a conhecemos pessoalmente e ela demonstrou ser uma pessoa acessível e aberta a sugestões, opiniões, palpites e nova ideias.

Talvez se ela tivesse assumido a pasta logo após a saída de Sérgio Avelleda, a situação da cidade, no que tange ao transporte e mobilidade urbana, de uma maneira geral, estivesse muito melhor.

Agora terá 6 meses pela frente para coordenar o nosso complexo sistema de transporte e ajudar a reduzir grandes gargalos e atender demandas urgentes, como faixas exclusivas, corredores, ciclovias e melhoria nas calçadas. Por conta desse pouco tempo, talvez não possa fazer muito, mas com certeza deixará uma grande marca.

Independentemente de quem vencer o próximo pleito, seria interessante que a mantivessem no cargo. A cidade teria muito a ganhar, não só por sua experiência, como também por seu olhar mais apurado na relação geral e harmoniosa da cidade.

Nos últimos 20 anos foram poucos os secretários de transporte com uma visão mais ampla da cidade. Avelleda foi o último deles e, agora, teremos a Elisabete. Ponto para a cidade.

O Plamurb e toda a sua equipe deseja-lhe uma boa sorte.