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Painéis solares (Foto: Divulgação/Sabesp)

Em um momento de tanta preocupação ambiental e com a qualidade dos serviços de saneamento, nada melhor do que conciliar as duas áreas, melhorando a prestação de serviços e reduzindo custos. Pois a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vem caminhando nesse sentido.

Segundo nota do governo estadual, a estatal identificou a oportunidade de promover o aproveitamento energético disponível em suas instalações de maneira inovadora, limpa e renovável com a instalação de Usinas Solares Fotovoltaicas.

No total, serão 34 usinas e a geração de 67 megawatts de potência instalada nas áreas operacionais disponíveis da Sabesp – na maioria, Estações de Tratamento de Esgotos, do tipo Lagoa de Estabilização, que possuem terrenos ociosos. O total corresponde a 4,5% de toda a energia consumida na companhia ou o consumo de 65.200 residências.

Os equipamentos são produtores de energia de fonte limpa e sustentável de eletricidade, sem emissão de gases de efeito estufa e com baixo impacto ambiental, contribuindo para ampliação da produção de energia renovável e diversificação da matriz energética da Sabesp.

A expectativa é iniciar a produção de energia já no segundo semestre de 2020. A Estação de Tratamento de Esgoto de Mogi Mirim foi a primeira instalação de saneamento no país a adotar a produção de energia solar em parceria com a Sabesp e a Serviços de Saneamento de Mogi Mirim (SESAMM).

O Plamurb relembra que o uso de energia solar vem crescendo nos mais variados setores, como indústrias, comércios e até no transporte, onde testes para o uso desse tipo de energia para a alimentação de trens de passageiros e ônibus já foram realizados. Residências particulares também vêm recebendo esse tipo de estrutura, embora em menor escala.

Sabendo que estações de tratamento de esgoto e até de captação de água são, na maioria dos casos, dispostas em áreas abertas, com grandes campos disponíveis, está mais do que certo esse tipo de uso.

Saneamento básico e sustentabilidade devem sempre caminhar juntos, até porque, neste caso em específico, a economia na energia elétrica poderá ser revertida em mais investimentos no saneamento que, como muitos sabem, é uma área extremamente carente.

Seria, inclusive, um ponto interessante a ser discuto na votação da MP do saneamento, não como imposição, e sim como incentivo para as atuais e futuras concessionárias.

De uma maneira geral, o Brasil precisa fomentar esse tipo de energia, com subsídios ou qualquer outro tipo de estímulo que possa baixar o preço e garantir um retorno no menor prazo possível. Um país com tanta incidência solar não pode perder essa oportunidade.