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Trem série 9500 na Estação Luz (Foto: Thiago Silva)

Após a primeira semana de testes, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) aprovou e a Linha 7-Rubi seguirá em definitivo para a Estação Brás nos dias úteis.

E isso já vem acontecendo, oficialmente, desde ontem, segunda-feira, dia 04 de novembro. O resultado dos testes realizados na semana anterior foi positivo e mostrou que a ampliação da linha beneficia diretamente cerca de 70 mil passageiros por dia.

A estatal, em sua página da internet, inclusive, publicou as opiniões de alguns passageiros que elogiaram e se beneficiaram da referida mudança. Clicando aqui você pode ler todas elas.

A viagem até o centro da capital ficou mais rápida com o novo trajeto devido à diminuição do número de transferências nas estações Palmeiras-Barra Funda e Luz que, além de reduzir o tempo de viagem, melhorou o fluxo de passageiros nessas estações.

Outra vantagem da mudança é que permitiu a redução do intervalo entre os trens no trecho de maior demanda da Linha 7-Rubi. Agora, nos dias úteis, os trens circulam a cada seis minutos de Francisco Morato a Brás nos horários de pico. Antes, os trens operavam com intervalos de 8 minutos de Francisco Morato a Caieiras, e 6 minutos de Caieiras a Luz, nos horários de pico.

O embarque e desembarque para os passageiros provenientes da Linha 7 está sendo feito pela plataforma 2, na Estação Brás. Com a mudança, a Linha 7 que já é maior em extensão, passa a operar uma extensão de 62,7 quilômetros (antes, era 60,5 km), e o número de estações sobe de 18 para 19.

Os trens circulam de Jundiaí a Francisco Morato, trecho de menor demanda, e de Francisco Morato a Brás, nos dias úteis. Lembrando que nos finais de semana e feriados a circulação ocorre de Francisco Morato a Luz.

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Estação Brás e seu entorno (Foto/confecção: Thiago Silva)

Para o Plamurb, foi uma ação simples que beneficiou muita gente e que revela uma situação pouco explorada na CPTM: seu grande potencial de ofertas de serviço.

A estatal possui cerca de 270 km de extensão, sendo que em parte de suas linhas há trilhos paralelos e operacionais. Dentro desse escopo, há a possibilidade de oferecer serviços ou ampliá-los, como foi o caso da Linha 7-Rubi.

Veja, desde que a Linha 10-Turquesa passou a embarcar e desembarcar no mesmo local, a plataforma 2 ficou vaga. A empresa, então, não deve ter pensado duas vezes em levar a Linha 7 até lá.

A própria Linha 10-Turquesa possui um serviço expresso entre as estações Tamanduateí e Santo André, se utilizando de uma via central que ficava ociosa na maior parte do dia. É disso que estamos falando. Sempre que houver a possibilidade, a malha da CPTM deve ser explorada, mesmo porque, com o passar dos anos, os desejos de viagem mudam e talvez, uma ligação mais rápida dentro um determinado trecho, possa ser de grande valia.

É uma forma de atrair novos passageiros, beneficiar os que já usam o serviço e tirar pessoas do transporte individual. E todas essas possibilidades estão presentes na maioria das linhas da empresa. Estamos falando de 270 km com vários trilhos paralelos.

E temos certeza que muitos estudos devem estar sendo realizados nesse sentido. Explorar ao máximo a malha da empresa, pois as possibilidades são inúmeras.

Isso é fazer mais com o que tem. É beneficiar muitas pessoas gastando muito pouco. É se reinventar em um momento onde as possibilidades de deslocamento são inúmeras nos dias de hoje. Mais um ponto para a CPTM, que nesse ano de 2019 está tendo um grande destaque, não por conta do governador, que fique claro e antes que alguém venha mencionar isso, e sim por conta de seus profissionais que estão se esforçando para prestar o serviço da melhor forma possível.