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Ônibus que circula em São Paulo (Foto: Thiago Silva)

Em uma cidade tão dinâmica quanto São Paulo é natural que as linhas de ônibus passem por adequações que acompanhem as necessidades de quem usa os coletivos, bem como o próprio crescimento do município.

E hoje, com novas formas de se deslocar, como aplicativos, patinetes, bicicletas, algumas mudanças são mais do que necessárias, pois, talvez, determinada linha não necessite mais daquela quantidade de coletivos.

Um exemplo recente é o da Linha 5-Lilás, que após sua chegada em Santa Cruz e Chácara Klabin, permitindo conexão direta com as linhas 1-Azul e 2-Verde, respectivamente, fez com que muitos passageiros que utilizavam os ônibus que percorriam seu eixo, migrassem para a linha ferroviária.

Por esse motivo, algumas linhas tiveram a frota reduzida ou a tecnologia alterada, passando de veículos articulados para os comuns. Outras linhas, inclusive, deixaram de operar aos finais de semana, como a 675L/10 – Terminal Santo Amaro / Metrô Santa Cruz, que não roda mais aos domingos.

Entretanto, como já citado em outros artigos, tais mudanças não são bem recebidas pela população, que, em muitos casos, estão com razão em reclamar, visto que nos últimos anos, se tornou um martírio usar o serviço de ônibus aos finais de semana.

Pensando nisso, o Plamurb solicitou junto ao Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) da Prefeitura de São Paulo (PMSP), a quantidade de linhas que foram seccionadas ou deixaram de operar aos finais de semana.

Fomos prontamente atendidos e o resultado é surpreendente. Entre o mês janeiro de 2015 e setembro de 2019, exatamente 197 linhas passaram por algum tipo de alteração dentro desse escopo citado. Considerando o período, é como se fosse uma alteração a cada 8 dias. Em porcentagem, isso representa aproximadamente 15% das linhas paulistanas.

Para ser mais exato, a tabela enviada pela SPTrans mostra as linhas que foram seccionadas, que deixaram de operar ou foram encurtadas aos finais de semana e que foram substituídas por linhas noturnas, neste caso, pouco afetando a população, já que tais linhas que circulam de madrugada apenas receberam uma nova numeração e denominação.

É importante frisar que não se trata de uma crítica direta, já que alterações sempre ocorrerão. O problema maior é que muitas vezes não há uma alternativa coerente e isso faz com que os usuários tenham que baldear muitas vezes, ocasionando custo e tempo extra na viagem.

Sem contar que boa parte dessas alterações não vieram acompanhadas de uma infraestrutura adequada, como corredores, terminais e faixas exclusivas, que dariam uma sensação de melhoria para o passageiro. Muito pelo contrário, para muitos, o tempo de viagem aumentou, bem como o custo extra.

Para terem acesso a tabela com todas as linhas que passaram por algum tipo de alteração, basta clicarem no link abaixo e um arquivo em PDF poderá ser visualizado.

Linhas seccionadas e extintas